quinta-feira, 23 de abril de 2009

CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DO TÁXI - Parte II

Seus olhos vão sorrir de alegria. É sua vez de participar! Chame seu amigo taxista, faça uma corrida com ele e após pagar pelo serviço, ofereça-lhe uma Gorjeta.



É dando que se recebe.

Seus descontos podem ser revertidos em dádivas de Prosperidade, pois...

A Vida é um eco. A gorjeta é o retorno dos bons serviços e descontos concedidos.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

CORRIDA CONTRA A EXTINÇÃO DO TÁXI

Atendendo a inúmeros pedidos dos apaixonados por táxi, resolvemos desenvolver uma campanha em prol da valorização da espécie taksis free, mundialmente conhecida apenas por Táxi.

Pensamos... Pensamos e pensamos. Foram dias de observação. Observamos o cotidiano, o vai-e-vem dos carros, as coisas jogadas no lixo e... Nada.

Como fazer para não assustar a população? Esse era o grande dilema. Como se não bastasse o aquecimento global. A crise financeira que assola o mundo, as grandes tempestades e inundações que devastam o país e outras muitas preocupações coletivas, agora têm mais essa para atormentar nossas noites de sono.

Algo tão útil para a humanidade está prestes a ter o seu fim determinado.

Durante séculos o táxi foi a solução de muitos problemas das pessoas. E hoje ainda, de forma anônima, protege nossos parentes e amigos em muitas situações de risco. Socorrem enfermos nas madrugadas frias, transportam jovens nas baladas enquanto os pais dormem o sono dos justos, procuram confortar os desesperados nas avenidas suicidas das depressões humanas, dentre muitas outras condições adversas. Só para citar apenas algumas.

Após meses de transpiração e em minutos de inspiração – plagiando nosso querido mestre Einstein – decidimos que iríamos fazer algo de forma branda, mas contundente. Pode parecer um paradoxo, mas é verdade.

A solução – para garantir a continuidade e manutenção dessa espécie – requer um esforço sobre-humano. Mudança de comportamento é algo que não se consegue nem com decreto-lei.

Mas, vamos em frente.

Nossa proposta é fazer algo de maneira que as pessoas sintam-se induzidas a participar de forma espontânea e cooperativa. Conduzidas pelo caminho do bom-humor inerente aos brasileiros. Nunca vi um povo pra gostar tanto de rir – ô povinho feliz! Rir até da desgraça alheia ou do que não deve rir...

Desenvolvemos uma campanha simples e eficaz do ponto de vista da objetividade. Esse é o primeiro de uma série que será postado durante alguns dias.

Diz respeito à nossa Evolução, enquanto usuários, e à Valorização de uma atividade econômica que a sociedade não pode abrir mão nem sorrindo. Nem tampouco chorando...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Uma cadeira de bebê – Ein stuhl für baby

Confesso que nem gostaria de falar mais sobre o assunto. Mas, ao navegar na internet encontrei uma imagem de um táxi da Alemanha, que me conduziu àquela lembrança do casal alemão e seu filho de três anos.



Ela, uma loira muito bonita de olhos azuis e que falava português “perfekt” com concordâncias gramaticais melhores que muitos nativos. Ele, um senhor de meia-idade, magro, carrancudo e falando em tom gutural que mais lembrava um oficial alemão. Era a Bela e a Fera em um domingo de Páscoa. A criança, o motivo da peleja.

Queriam um táxi com cadeira de bebê para uma viagem de João Pessoa à Recife. Meu serviço fora indicado por um amigo taxista que não possuía a danada da cadeira e me repassou o “problema” acreditando que eu poderia ter melhores argumentos para convencê-los a viajar 120 km carregando o moleque no colo. Foram 60mins de argumentação e tentativas de agradar os “gringos”.



Após eu ter colocado suas enormes e pesadas bagagens no porta-malas, ela verificou que não havia, no interior do táxi, a tão esperada cadeira para o pequeno Fritz. O largo sorriso da loira alemã transformou-se, subitamente, em uma testa franzida e sobrancelhas arqueadas quando anunciou a “tragédia” ao marido... – “das taxi ist kein stuhl für nuseren sohn!”



Imediatamente o alemão retirou, de forma nada convencional, suas bagagens. Até parecia que era ele quem iria levar o peso nas costas nas próximas horas. Talvez até estivessem preocupados com a segurança do único herdeiro... Quem sabe?

Ela se dirigiu a mim de maneira cortês e perguntou: “seu táxi não tem a cadeira para nosso filho?”

“Senhora, não fui informado que seria necessário. Mas na verdade não existe nenhum táxi na cidade que ofereça o serviço com cadeira de bebê”. – respondi.

Disse que não existe demanda para esse tipo de serviço, que é normal que o usuário traga sua cadeira, pois se trata de utensílio de uso pessoal. Lembrei de seu amigo, proprietário do imóvel onde estavam hospedados, que possuía uma onde foi transportada seu neném quando retornaram para Berlim há dois meses.



Após Ina, (nome fictício) da bela alemã, comentar que o taxista que os trouxera do aeroporto de Recife para J. Pessoa ter dito que possuía tal acessório, resolvi oferecer ajuda para resolver o dilema. Já de posse do cartão de visita dele, liguei na tentativa de fazer com que o mesmo viesse atendê-los.

Foi em vão. O dito cujo estava com o celular desligado.

Liguei também para todas as empresas de táxi com sistema de rádio e todas foram unânimes em responder “não, não temos!”

Incansável, a Senhora Ina me entregou um papel com o número do celular de uma locadora de veículos afirmando que lá poderia ser encontrada a solução. Telefonei. Quem me atendeu nem ao menos respondeu a pergunta crucial: “Vocês têm um carro com cadeira de bebê?” Bateu o telefone na minha cara, foi a resposta. Esse sujeito certamente estava em uma rodada de cerveja de domingo à tarde...

Olhei para ela com meio sorriso. Ela retribuiu o sorriso e foi conversar com o marido. Sentia-me vitorioso. Ela retornou perguntando onde poderíamos comprar aquele objeto tão desejado. Entendi que ainda não estava “fechado” o serviço...

“Se tivermos sorte, podemos encontrar um supermercado aberto nesse feriadão” – respondi.

Consultou o marido e perguntou em seguida se eu iria comprar.

Respondi que não. Não poderia comprar em função do preço que estava cobrando pelo traslado. Havia concedido desconto e mesmo se fossem pagar o preço normal, seria inviável.

Fizemos um acordo. Em outra vinda deles à cidade estava garantido o atendimento com esse diferencial: uma cadeira de bebê. Mas, sem desconto...

Todos sorriram.

Embarcamos com destino à Recife.



Agora eu posso dizer: “Sie sind meine Freunde!”

Tradução: "Eles são meus amigos!"